Sejiro em Nakaua

Os últimos meses haviam sido pura paz e contemplação para o jovem Sejiro. Enviado por seu Mestre Matsumoto às Montanhas Nakaua, Sejiro continha agora uma enorme harmonia espiritual. Comera e bebera pouco, em especial nas últimas três semanas. Seu objetivo - e, claro, o objetivo de seu Mestre - estava muito próximo de ser atingido.

Desde cedo Sejiro foi criado segundo as crenças de seu povo. Ele conhecia, como qualquer outro habitante da Terra de Akura, os relatos acerca das aventuras dO Grande Samurai. De como Ele chegou até aquela região no Início das Eras e escolheu os Cinco Discípulos Sucessores. Tais relatos povoaram sua imaginação na mais tenra infância.

O Mestre Matsumoto nunca demonstrou uma preferência pelo seu discípulo Sejiro. Mas aproximava-se o tempo em que deveria escolher um sucessor que comandasse a Vila Kyotawa. Os familiares de Sejiro ficaram muito felizes quando Matsumoto anunciou que Sejiro seria essa pessoa. Celebraram como nunca: a festa durou cinco dias !

Logo Matsumoto enviou Sejiro às Montanhas. O Ritual do Retorno só é conhecido completamente, até hoje, pelos Mestres. Muito se especula sobre o que acontece dentro do Templo, mas nada pode ser afirmado com certeza. Tudo que é inegável é o fato de que o escolhido retorna de seu "exílio" em meio a grande reverência. Em seguida é recebido pelo Mestre no Templo. E de lá sai reconhecido como sendo o próximo Mestre, assumindo definitivamente este posto quando o atual Mestre deixar este mundo.

Sejiro e a fogueira

Era madrugada quando algo perturbou o espírito de Sejiro. Despertou muito nervoso de seu sono e olhou em volta para se assegurar de que não havia nenhum perigo eminente. Quando se assegurou que o lugar que escolhera para pernoitar estava seguro, colocou-se em posição de meditação. Buscava se acalmar.

Novamente algo começou a perturbá-lo. Foi então que sentiu que deveria se dirigir à fogueira. Naquele mesmo instante as labaredas de fogo aumentaram chegando a quase três metros de altura. Imagens começaram a se formar. Ele pode ver sua vila em meio a um grande alvoroço.

Sentimentos que há muito haviam sido dominados por Sejiro surgiram como cavalos selvagens atravessando o vale de seu espírito. Finalmente, a imagem do Mestre dentro do Templo apareceu em meio às labaredas. Ao fundo, um enorme Oni e um verdadeiro cenário de guerra. A vila fora invadida ! Foi quando o Mestre exclamou:

- "Sejiro ! Ajude-nos !"

A fogueira voltou então ao normal. Sejiro estava pasmo, o medo estava quase tomando conta de seu ser. Ele sacou sua katana e correu em direção a Kyotawa.


O Combate no Templo

Sejiro correu por todo o resto de madrugada. Estava por demais afastado de sua Vila e o percurso - todo feito a pé - estava consumindo suas energias. Temeu chegar ao Templo tarde demais ou chegar e não ser muito útil em combate: estava debilitado. Porém estava disposto a morrer gloriosamente como guerreiro que era. Tudo para defender seu povo.

O sol nascia quando Sejiro aproximou-se de sua Vila. Fumaça saía de todos os cantos. Com suas últimas energias foi lutando com quatro guerreiros inimigos ("semi-onis"). Abriu caminho desta forma até o Templo onde encontrou seu velho Mestre Matsumoto enfrentando um Oni muito forte. Sejiro jogou sua katana causando um dano enorme ao Oni, que caiu num canto da sala principal, aparentemente morto.

Sejiro correu então em direção a Matsumoto, que estava gravemente ferido.

- "Sejiro... chegou minha hora. Não há tempo." - disse Matsumoto.

- "Mestre..." - interrompeu Sejiro.

- "Cale-se ! Segure este pergaminho." - disse Matsumoto, entregando um manuscrito de aparência bem antiga a Sejiro. Morreu entoando uma reza que só os Mestres conheciam. Este cântico era parte da cerimônia secreta da Ordenação.

- "Oh Grande Samurai, seu discípulo não deixa Akura sozinha. Permita que meu escolhido seja teu herdeiro...".


Sejiro transformou sua dor em força e enfrentou o Oni, que se levantara do canto da sala e avançou em sua direção. Por fim, Sejiro venceu.


O Segredo

Sejiro fez então uma pequena prece por seu Mestre. Ele saiu do Templo e viu Kyotawa destruída. Alguns poucos soheis e moradores haviam sobrevivido. Ele tentava entender como aquilo poderia ter acontecido. Como tais criaturas conseguiram chegar ao coração de Akura ? Ele então olha para sua mão e resolve ler o pergaminho.

O Pergaminho

Ao abrir o pergaminho, Sejiro começou a ler:


_" Discurso sobre O Inicio das Eras e Leis de Sucessão

- De Ahiran, Discipulo dO Grande Samurai, fundador de Kyotawa



No início das eras O Grande Samurai chegou a este território sagrado, que até hoje chamamos de Akura. Ele a dividiu entre seus cinco discípulos mais próximos, que fundaram cinco vilas. Cada discípulo recebeu uma Lanterna Sagrada onde O Grande Samurai depositou seu partes iguais de seu espírito.
Desta forma, ele estará sempre junto de todos e o território sagrado será um só.
Cada vila guardará sua herança.
Cada Discípulo formará novos Discípulos em sua vila: em algum momento, um será escolhido. E a herança assim será transmitida.
Nada quebrará este ciclo, por todo o sempre.
Os cinco templos são irmãos. Nunca serão profanados. Disso depende a existência de Akura.
As cinco vilas de Akura são irmãs. Nunca existirá guerra entre elas. Disso depende a existência de Akura: somente unidos poderão se ver completamente livres de qualquer investidas do Clã Mitsuake.
Este pergaminho junto à Lanterna do Elemento Terra do Grande Samurai são os tesouros secretos de Kyotawa.
Todo o conhecimento necessário não contido aqui será transmitido de Mestre a Discípulo."_


Sejiro estava muito confuso. Ele nada sabia sobre os Mitsuake nem se seriam eles os invasores detidos. Também desconhecia o paradeiro da Lanterna, se havia sido levado por algum guerreiro inimigo ou não. Ele leu novamente a última frase:


"Todo o conhecimento necessário não contido aqui será transmitido de Mestre a Discípulo."


Ele sentiu que havia perdido sua herança, embora fosse já naquele momento o Mestre de Kyotawa.



Em busca de um Mestre
Sem nada saber sobre o Segredo das Lanternas, Sejiro abandona Kyotawa. Em busca de um Mestre que lhe ajude a encontrar as respostas sobre sua herança, ele parte em direção às outras cidades de Akura: Katsentoki (no litoral, ao leste), Oikadu , Sakoji (a sudoeste) e Katawa.

Sejiro decide partir primeiro para Katsentoki. Chegando na porta da vila, vê mais destruição. A vila estava totalmente dominada por Samurais Mitsuakes e Demi-Onis guardavam a porta do Templo. Neste momento, percebeu que alguém se aproximava furtivamente e, instintivamente, feriu um senhor (que aparentava ser um pouco mais jovem que seu Mestre). Alguns Samurais perceberam que algo acontecia e foram em direção a eles. Sejiro fugiu e se escondeu, observando a perseguição ao senhor que ele ferira. Ele pode ver os Samurais levando aquela pessoa de volta ao Templo.

- "Preciso descobrir quem eu feri. Se ele for o Mestre dessa vila e estão mantendo-o vivo, talvez o mesmo aconteça comigo. Caso contrário é meu dever lutar até o fim também por este Templo. O que tenho a perder ?" - pensou Sejiro.

Sejiro então partiu como um louco em direção ao Templo de Katsentoki. Derrubou vários Mitsuakes até chegar à porta do Templo. Lá estavam alguns Demi-Onis. Sejiro os venceu e invadiu o Templo. Aquele senhor que Sejiro havia ferido estava preso. Era o Mestre daquele lugar. Sejiro chegou a esta conclusão por vários motivos: a roupa era o principal deles.

- "Mas por que o mantém vivo ?" - perguntava-se Sejiro.


Naquele instante Sejiro julgou por bem libertar o Mestre antes de enfrentar o Oni que dominava aquele Templo. Percebeu que havia tomado a decisão correta quando o Mestre (embora ferido pelo próprio Sejiro) o ajudou a vencer aquele Oni.

- "Perdoe-me Mestre. Permita-me ajudá-lo em seus curativos." - disse Sejiro.

- "Não foi nada. Obrigado por ter salvo minha vida. Qual é o teu nome ?" - perguntou o Mestre.

- "Sejiro." - disse Sejiro.

- "Mestre Sejiro, você quis dizer. " - corrigiu o Mestre.

- "Eu sou Katsomê. Conheci o seu Mestre e sei que ele está morto." - completou Katsomê.

- "Estou um tanto confuso... não sei se posso ser chamado de Mestre. Eu só tenho este pergaminho e não sei nada sobre essas Lanternas." - lamentou Sejiro.

Katsomê começou a explicar a Sejiro que a segurança de Akura dependia exclusivamente da harmonia entre as Cinco Vilas. Cada uma delas possuia um Templo Sagrado que guardava uma Lanterna, cada qual portando o poder de um Elemento (Terra, Fogo, Agua (...) e Ar). Ele contou sobre a Sucessão ininterrupta (...). Para Katsomê só existia uma explicação: um dos Mestres havia sido tentado a tomar o poder, sozinho, sobre toda Akura. Isso teria afetado a harmonia entre as Lanternas, o que enfraqueceu as defesas contra o clã Mitsuake. Sejiro concordou com tudo. Ele mesmo havia notado que o Oni não conseguia fazer uso da Lanterna de Fogo em Katsentoki.

- "Olhe para o Norte, Sejiro. Aquela vila nas nuvens é Katawa. Não é muito estranho que ela esteja a salvo lá em cima enquanto vivemos esse inferno aqui ? A Harmonia começou a ser quebrada ali, tenho certeza !" - afirmou Katsomê.

- "Sejiro, eu estou debilitado. Cabe a você obter as Lanternas antes que recuperemos Katawa." - disse Katsomê.

- "Eu... não posso ! É sua Lanterna !" - disse Sejiro.

- "Não importa, Sejiro. Não discutamos isso. Vejamos oque a Lanterna nos diz." - disse Katsomê.

Eles então se dirigiram até próximo da Lanterna, que iluminava a sala ao lado. Naquele momento o Fogo da Lanterna escolheu Sejiro e ele ficou mais poderoso.

- "Estarei me recuperando Sejiro. Eu o encontrarei e juntos iremos a Katawa. Recupere os Templos !" - disse Katsomê.

Retorno a Kyotawa

... a fazer... quer fazer ? fique a vontade :D a historia eh nossa.

A Caminho de Oikadu

... a fazer... quer fazer ? fique a vontade :D a historia eh nossa.

Sejiro retoma o Templo de Sakoji
Após derrotar os três samurais no Jardim do Templo de Sakoji e atravessar uma das pontes que cortava o espelho d'água, Sejiro finalmente encontra o último Mestre Oni. Este tentava invocar, sem sucesso, o espírito da Lanterna de Água.

Sejiro então avançou sem piedade e o duelo começou.

O Oni era muito poderoso, mas Sejiro já dominava o poder de três Lanternas.

Alternando entre estes poderes e lutando bravamente, Sejiro conseguiu vencer o Mestre Oni e estava prestes a se apoderar da quarta Lanterna.

O terrível Oni estava muito enfraquecido e tentou um golpe desesperado. Avançou com sua cauda tentando ferroar Sejiro no coração.

Sejiro esquiva-se com facilidade e corta o ferrão do Mestre Oni.

O Mestre Oni vira-se e diz:

- "Voce venceu. Mas Akura permanecerá sob nosso controle !"

Sejiro olha para a Lanterna do Elemento Água. O Fogo Azul abandona a Lanterna e flutua em direção à katana de Sejiro. Ela resplandece uma energia azul que parte em direção aos olhos de Sejiro, passando por seus braços. Mais poderoso, Sejiro destrói o Mestre Oni com uma nova magia.

Ele agora já estava pronto para seu maior desafio.



Alcançando Katawa
Katawa estava simplesmente inalcançável. Literalmente. O Templo de Katawa flutuava ao norte da Ilha e aquilo impressionava Sejiro.

Caminhando pelo território norte, Sejiro pensava em como retomaria o templo de Katawa para finalmente livrar Akura daquela invasão. Imaginava que tipo de Oni encontraria por lá, talvez o mais forte de todos que já havia enfrentado. Foi nesse momento que apareceu Katsomê.

- "Mestre Sejiro, vejo que teve sucesso em recuperar as Lanternas. Sinto por não ter lhe ajudado muito." - lamentou Katsomê.

- "Você não poderia ter me ajudado de maneira melhor, Mestre Katsomê. Partilhou comigo toda a herança dos Discípulos e revelou-me o segredo das Lanternas." - ponderou Sejiro.

- "É verdade. Além do mais eu não estava em condições de combate. Mas posso lhe ajudar mais agora Mestre Sejiro." - disse Katsomê.

- "Como assim ?" - perguntou Sejiro.

- "A última Lanterna é justamente a do Poder do Ar. Ela poderia nos levar até Katawa. Entretanto, ainda que não a tenhamos em mãos podemos chegar lá de outra forma. " - disse Katsomê.

- "Como ?" - questionou Sejiro.

- "Muitos Samurais do Clã Mitsuake estão guardando Katawa. Logo eles descerão em serpentes aladas para retomar as cidades em busca das Lanternas. Tomaremos uma destas serpentes e retomaremos Katawa." - explicou Katsomê.

- "Ótimo. Vamos ficar vigiando. " - concordou Sejiro.



Sejiro aguardou pacientemente. Era noite quando uma multidão de Mitsuakes desceu de Katawa montados em várias serpentes aladas.



- "Vamos Sejiro !" - disse Katsomê.



Sejiro fez uso do poder das Lanternas e tomou duas serpentes aladas. Ele e Katsomê voaram em direção a Katawa.



Traição em Katawa
Após invadir Katawa, Sejiro e Katsomê vão em busca da Lanterna de Ar. Eles lutam lado a lado até chegar ao Grande Templo de Katawa. Lá lutam contra várias serpentes aladas, avançando pelas escadas até chegar à Sala Sagrada. Sejiro procura por algum Oni, mas nada encontra.



- "Veja Sejiro, um vulto na sala ao lado !" - avisa Katsomê



Sejiro caminha até lá e encontra uma Samurai. Ela o ataca e eles começam uma luta. Logo, Sejiro a fere. Ela então grita:



- "Eu sou a Mestre de Katawa ! Não irei tolerar rebeldes em Akura !"



Sejiro continua lutando e responde:



- "Eu sou o Mestre de Kyotawa ! Não sou rebelde ! Todas as Lanternas me escolheram e luto para expulsar os Mitsuakes !"



- "Não, você não entende ! Eu sou a Mestre de Katawa. A Profecia diz que um dia surgiria uma Mestre que iria unir as duas ilhas através de um casamento com um Mitsuake. Este dia chegou !" - diz a Samurai.



Katsomê então aparece na sala. A Samurai vira-se para ele e diz:



- "Pai, diga a ele."



- "Pai ?" - pergunta Sejiro.



- "Sim, Mestre Sejiro. Esta é minha filha Akemy. Eu o trouxe até aqui para dar fim a você e a todas as lanternas ! Não sou o Mestre de Katsentoki, mas tive prazer em matá-lo. Mas não mais prazer do que terei ao matar você !". - respondeu Katsokê.



- "E como poderia conhecer segredos que nem eu mesmo conhecia não sendo um Mestre ?" - perguntou Sejiro.



- "Simples ! O Mestre de Katsentoki era meu irmão ! Ele quebrou o juramento ao partilhar comigo sobre o Ritual do Retorno. Eu sempre tive acesso ao Templo de minha vila, embora a Lanterna jamais me confundisse com ele. Eu sempre desejei o poder sobre Akura. Então, quando minha filha foi escolhida como Mestre de Katawa, firmei um pacto com os Mitsuakes." - disse Katsokê.



- "Um pacto ? Mas... e a profecia... ? " - perguntou Akemy.



- "Não existe profecia alguma Akemy. O meu pergaminho diz que As cinco vilas de Akura são irmãs. Nunca existirá guerra entre elas. Disso depende a existência de Akura: somente unidos poderão se ver completamente livres de qualquer investidas do Clã Mitsuake. Seu pai lhe enganou para conseguir o poder. Somente algo assim poderia destruir nosso território" - diz Sejiro.



Começa então a luta entre Sejiro e Katsomê.



Katsomê revela ter se transformado num Oni poderoso. Quando Sejiro está quase destruindo Katsomê, Akemy desfere um golpe final.



Katsomê morre.



Akemy diz a Sejiro que também merece morrer: sua honra depende disso.





O Final
Sejiro convence Akemy a deixar a Lanterna do Poder do Ar confirmar isso. Ela reluta. Ele pede que ela se dê uma chance.



Eles se aproximam e a Lanterna emite seu poder até Akemy.



Inicia-se uma nova história para o povo de Akura. Sejiro sobe ao telhado do Templo de Katawa e olha em direção à Ilha do Norte. Olha para Akemy e diz:



- "Os Mitsuakes escolheram seu destino."







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